• Anelise Machado Schroeder

Como ela consegue dar conta, e eu aqui travada?


Fomos criadas para carregar o mundo nas costas, a ser capaz de fazer tudo sozinha e não reclamar porque não estamos fazendo mais do que a nossa obrigação. Fomos educadas a fazer todo o serviço da casa, a cuidar do nossos irmãos menores e a sermos mulheres de sucesso, sendo sempre capaz de ajudar quem nos pede ajuda. Somos aquelas que ajudamos e quase nunca pedimos ajuda. Se quisermos algo feito que façamos nós mesmas. Ainda temos a crença de que não importa o que tenha que ser feito, se formos nós mesmas que fizermos será muito bem mais feito. Quem manda melhor faz não é!?

E essa crença é reforçada pelas experiências em que das raras vezes que pedimos ajuda as coisas não foram feitas como gostaríamos. Somos exigentes e perfeccionistas. Por mais que no fim do dia finalizemos com o sentimento que não demos conta nem da missa a metade, ainda assim pedir ajuda é difícil.

A falta da nossa capacidade de pedir ajuda pode vir de várias vertentes. Pode ser sim a nossa crença de que a obrigação é nossa, então a gente que se vire; ou pode ser até mesmo uma questão de orgulho e medo, orgulho de mostrar que sim somos capazes de fazer o que quer que seja, e medo de que pensem que somos uma farsa. Medo que descubram que a verdade é essa, a gente não dá conta. É duro reconhecer que as vezes, é tão difícil fazer sozinha, mas temos medo do julgamento dos outros. Por mais que mostremos que não nos importamos com o que as pessoas dizem ou pensam, a verdade é que a gente se importa. E que carregar esse fardo sozinha é difícil, são tantas coisas por fazer, tantas coisas que desejamos e no fim do dia não conseguimos nem se quer colocar as roupas para lavar. E nos cobramos e nos punimos diariamente, por não estar conseguindo dar conta, por querer fazer e não conseguir, e olhamos para nossa vida nesse momento e não percebemos evolução. Parece que todo mundo consegue, que todo mundo anda em frente menos a gente. Olhamos para a vida das outras mulheres como nós, e por mais que evitemos nos comparar, em algum momento a gente pensa: Como ela consegue? Como ela consegue dar conta, e eu aqui travada? O que há de errado comigo, porque eu não consigo?

Se em algum momento dessa saga de morar fora, você se sente dessa forma, hoje te ensinarei algo que fará a diferença na sua vida a partir do momento que você começar a colocar em prática.

De agora em diante, toda e qualquer necessidade não atendida tem que ser expressada. Contudo, a primeira coisa que precisa estar claro na sua vida é:

Qual é a sua necessidade hoje? Quais são as barreiras que estão no caminho? No que você gostaria mais suporte?

Nunca esqueça que o seu parceiro não tem que ajudar você com as crianças nem com as coisas da casa, esse trabalho é tão seu quanto dele! Temos que nos livrar do estigma de que casa e crianças são apenas obrigações das mulheres, e para isso temos que mudar a nossa atitude e as nossas crença.

Pode ser que você esteja pensando, muito fácil falar difícil é fazer. Então aqui vai um passo a passo de como fazer. Pegue papel e caneta e escreva as seguintes perguntas:

  1. Qual é o objetivo familiar morando fora?

  2. Qual é o objetivo o seu objetivo individual morando fora?

  3. O que você precisa fazer? Quais as ações que precisa estar fazendo para estar caminhando para o seu objetivo?

  4. Quais são as barreiras e dificuldades que você tem hoje (essas barreiras podem sem internas ou externas)?

  5. Como você está se sentindo hoje em relação a tudo isso? (Sobrecarregada, impotente, cansada, desiludida)

  6. Quais são as suas necessidades, o que você precisa, o que você gostaria que estivesse acontecendo?

Pode ser que tudo que você precise é contratar alguém uma vez a cada 15 dias para te dar suporte com a limpeza de casa, pode ser que o que você precise é iniciar um curso, pode ser que o que você precise é um tempo sozinha consigo mesma ou até mesmo ter o suporte de um profissional, qualquer que for a sua necessidade, ela tem que ser exposta na mesa, e juntos em família, definir a melhor forma de supri-la.

Assim que tudo isso estiver claro e por escrito, é hora de sentar com o seu parceiro e expressar seus objetivos, suas dificuldades, seus sentimentos e as suas necessidades. Juntos vocês deverão criar estratégias para cada dificuldade buscando atender as necessidades que até o momento foram ignoradas.

E assim você inicia a sua caminhada aprendendo a pedir ajuda, expressando a sua necessidade e vendo de que forma pode atendê-la. Porque não é justo com você se colocar sempre por último, como se não estivesse fazendo mais do que a sua obrigação. A mudança começa com você, quando você expressa o que precisa.

Anelise Machado Schroeder

Brasileira expatriada apaixonada por transformações de vidas. Life Coach certificada internacionalmente, especialista em mulheres expatriadas.

Quer fazer mudanças, mas não sabe nem por onde começar pode ser que seja a sua hora de pedir ajuda. Visite nosso Website e veja de que forma podemos ajudar você.

Se você gostou do texto, curta e compartilhe nas suas redes sociais.


40 views

©2019 by Anelise Brazilian Coach

  • Anelise Brazilian Coach
  • Facebook Social Icon
  • LinkedIn Social Icon